segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A minha Areia Branca

Parece impossível mas eu estou sentada aqui fora de frente à barraca e, já ouvi mil e quinhentas musicas que me levam ao Foz, ao Karas, à GREEN Hill, aos 16.17.18.19....etc!
Obrigada Dj Batatinha! Hoje conseguiste me fazer sentir com todas essas idades e, estar rodeada de todos esses amigos. Muitos deles não estavam aqui presentes mas de facto, foi um reviver que não passou despercebido a todos os que estavam comigo. Muitos com filhos, emigrados, com outras vidas.. Mas nunca longe desta memória que firmemente se acumulou aqui.
Todas nós rimos, choramos, dançamos, fizemos coreografias, recordamos episódios, letras, canções, engates, bebedeiras, noites, conversas, dramas, desgostos, amores, alegrias, verões, amizades, a vida!
Fizeste me sentir em casa e segura aqui junto dos meus, dos que me fizeram o ser de hoje, com todas as dúvidas e incertezas.
Com 10kg a mais dancei como se não houvesse o amanhã, como se a seguir ainda fossemos para Peniche, como se a seguir não pudesse perder um domingo no Golfinho (para não perder as novidades)...
Com  16 anos a mais dancei como se o futuro continuasse longe demais. Como se casamentos, nascimentos, canudos, cartas de condução, emigrações estivessem para lá de longe.
Dancei e bebi como se o tempo tivesse parado. Como se todos (e todos os que não estavam) ali estivessem. Como se nunca nenhum de nós tivesse morrido. Como se a New Wave ainda fosse passar as 6 da tarde e tivéssemos de correr para casa da L. Como se nenhum de nós se tivesse casado e ainda poderíamos discutir como iria acabar a noite, como se nenhuma gravidez fosse planeada e ainda sugeríssemos quantos filhos iríamos ter e quem seria o primeiro e quão bom ou mau pai seria.

Olhei em volta e vi crianças de 16 anos e pensei que secalhar nem planeadas estavam quando aqui andávamos felizes e contentes como se o verão não tivesse fim.
Fomos e somos uns privilegiados porque a nossa vida seguiu. seguiu segura, com garra, com estrutura, com saúde, com ânimo e com sorte. Seguiu com distâncias colmatadas com noites como esta. Com amigos como estes. E volto a dizer... Faltam aqui tantos! Tantos!
Desde Daft Punk a Bomba, a Estou na lua... A macarena ou played a live ou o Mil e uma noites com você... Foi tudo. fomos tudo. Fomos tudo e mais alguma coisa. E, oxalá que assim seremos onde quer que a vida nos leve.
Posso pedir para nos encontrarmos de novo?
Talvez possamos deixar os estudos por uns dias, os filhos com os avós, os namoros por uma noite, para nos encontrarmos todos aqui? Aqui neste lugar à beira mar?? 
Obrigada por serem tão a minha memória, a minha bússola e o lugar onde sempre voltarei quando estiver insegura.
Foi tudo muito bom e são 03h43 LOL

Karas?
Quem leva o carro?