domingo, 10 de abril de 2011

Tu és um pêssego. Foste.


Os homens que me magoaram, porque eu deixei, demoram a sair da minha vida como aquelas nódoas de pêssego naquela t-shirt preferida que nunca mais pude vestir. Não há detergente capaz de dissolver, a não ser, aquele spray maravilhoso usado 2 minutos após o pingo e esfregado com uma escova depois de secar. Pena é que a embalagem é tão pequena e não se tem logo à mão para mandar ao dito cujo que nos magoou.
Bom, estou a comparar o homem a uma nódoa. Mas não uma nódoa qualquer. Uma nódoa de pêssego.
Hoje estava no parque a apanhar sol e fui olhando para quem passava, para quem se sentava, para quem brincava e para quem namorava. Não critíco o facto de estar sozinha neste momento, pelo contrário até lido muito bem com a minha independência e gosto muito dela mas, num dia de sol destes tenho de admitir que estar deitada ao lado de alguém deve ser bem mais interessante. Sou uma Julieta sem Romeu e a culpa disto tudo é do Adão. Ele não tinha nada que se ter metido com a Eva. E pronto a culpa tem de ser sempre de alguém. Tem de ser sempre deles. Dele. Do pêssego. A t-shirt foi para o lixo. Finalmente depois de anos. O que me preocupa é que a época dos pêssegos está de volta e tremo de pensar que posso escolher outro errado. Vou usar uma camisola laranja amarelada. Não digo nada de jeito hoje. Foi do sol que apanhei.

1 comentário:

  1. Mas o importante é que os homens mais tarde ou mais cedo tu consegues limpá-los da t-shirt, enquanto o pêssego nem por isso.. Por isso temos de ver sempre pelo lado positivo da situação, de certeza que conseguiste apreender alguma coisa com aquela nódoa que certas pessoas te deixaram.. E andaste mais um passo para a frente..

    ****
    M

    ResponderEliminar