Mostrar mensagens com a etiqueta Sou um caso perdido. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sou um caso perdido. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O caminho - Em modo Variações.



Eu quero chegar lá aonde não cheguei. 
Eu quero aquele lugar onde não posso estar. 
Quero ver as pessoas que não consigo ver. 
Quero sempre dizer aquilo que acabo por não dizer. 
O querer mais no amanhã, daquele que não o é agora. 
Constantemente a desafiar a lei do caminho que deve ser o caminho. 
Uma maniazinha de furar mais ali na esquina ou de escolher aquele trilho que não era suposto. Aquela irritante teoriazinha do dar tempo ao tempo e tudo virá. 
Aquele insistir em mudar o rumo, quando tomo o lugar do António Variações e passo a estar bem onde não estou.

ahhhhhh vida, vida. Minha queria amiga. Companheira ciumenta do caminho.

Foram tantos e tantos os posts sobre regressar a Portugal. 
Tantos mas tantos. 
E regressei. 
Estou assim meio que a meio. Talvez se tivesse arranjado um lugarzinho ali na costa Francesa a meio caminho - Bordeaux ou Nantes... assim meio a meio, tivesse sido mais fácil!. 

Estou cá e lá que é para não sentir nem muito o regresso nem pouco a despedida.
E a vida tem sido tão vertiginosa que os meses estão a passar e ainda há tanto por alinhar. Mas é tão bom recuperar o ninho aos poucos. Recuperar aqueles almoços de domingo, o mar em frente, reconhecer os amigos que esperaram por mim e ainda me querem do lado. Mesmo aqueles que ainda não consegui ver e os novos que já fiz.
6 meses já contam novas estórias que já fazem história. E lá vem o Variações desalinhar os meus chakras.
E agora acrescento: LOL.
mean it!
Laughing Out Loud.

É que agora sei, que o que doeu ao longo dos anos foram apenas escolhas. Porque agora sei que escolhas trazem sempre um trade-off agridoce que nos fazem querer estar onde não estamos. Não existem lugares perfeitos, empregos perfeitos, pessoas perfeitas. E se não somos perfeitos,  como poderiamos exigir perfeição em tudo o resto?

E finjo ter paciência para a incerteza, para os medos que assaltam em vésperas de novas mudanças.
O meu avô Jo diz que isto é viver intensamente. Que assim seja. 

Porque fazer este caminho, tomando-o como garantido, é errado. A vida dá e tira num piscar de olhos. Há quem diga que a liberdade e a sabedoria são o melhor que se leva daqui. Que se leva não sei, porque a vida vai parar um dia, e eu não sei para onde vou, nem o que vou levar comigo. E se for para o céu como gosto de pensar, então vou lá ter tudo o que precisar e ver toda a gente que quero ver.

Mas, se for mesmo isso que se leva daqui, então que sejamos livres no ser, no estar, e que possamos guardar sabedoria suficiente para amar e querer. Que a vida é breve, e ciumenta.


ps - Escolhi esta fotografia tirada em Fátima porque primeiro, a adoro. Adoro a calmaria das nossas expressões. O descanso do lugar e da pasmaceira garantida que lá se viveu. Mas, também porque o ano 2018 é marcado por uma distância de 20 anos desde que a a minha Mãe morreu. E foram 20 anos que agora, a cada mês que passa, tento torná-los mais doces. A idade traz-nos alguma inquietude e um querer viver mais, mas também melhor. A mágoa e a dor ocupam-nos sempre demasiado espaço. 

domingo, 5 de novembro de 2017

Fala-me de gratidão



Quando coloco numa pesquisa de Google, "o que significa gratidão", são inúmeras as explicações em volta da simples frase qualidade de quem é grato. Depois leio "sabe mesmo o que significa?" ou o que "diz a Biblia sobre isso". A Wipedia diz-me que "gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc. pode ser explicada também como recognição abrangente pelas situações e dádivas que a vida lhe proporcionou e ainda proporciona". Mas o mais bonito vem mesmo desta uúltima fonte, gratidão é uma emoção. E eu como poço de emoção que sou deveria saber.

Falho e falhamos em muitas coisas na vida e cobramo-nos disso mesmo. Calculo que desperdiçamos mais horas a reflectir por tudo o que é mau ou correu menos bem, do que tempo a reflectir no que surgiu de novo depois da queda. Portanto, gratidão tem de surgir no bom e no mau porque depois do mau vem sempre uma aprendizagem e temos de estar gratos por ela mesmo.

Noto que antepassado pouco escrevi. Estava demasiado ocupada a estudar numa das universidades Top do mundo. Tinha demasiados planos e afins. Depois as expectativas caem, as oportunidades não se concretizam logo e eu pimba, lá venho devagarinho por aí abaixo.

Agradeci devidamente a coragem do meu esforço? Talvez não. 
Reconheci a oportunidade única? Talvez não.

Em posts passados, lamento-me de amores não correspondidos e de corações partidos. Alguns relacionados comigo, outros de situações escutadas. Falo de amor como senão houvesse mais oportunidades e pessoas para amar. Totalmente errado. Talvez se fossemos mais gratos por termos tido a sorte de privar com Y ou beijar o X, a nossa vida seria mais desprendida.

Reconheço em mim a maior dificuldade na gratidão. A de agradecer apenas 13 anos com quem me trouxe vida, à vida. Quem me conhece sabe que a morte para mim é como uma carta do Enforcado numa consulta de Tarot - uma barreira, é como um Tornado enforecido, é como uma flecha que depois de solta não recua, é como uma palavra que depois de dita já não se altera. Quem me conhece sabe que trago essa angústia e que, como católica que sou, é talvez a minha maior tortura de perdão. É o meu trabalho psicologico de vida. Perdoar esta ausência que me desiquilibra. Mas desde que reflicto mais sobre o que é a gratidão que de facto me venho a segurar no caminho, pareço mais alinhada e movida a sentimentos de puro agradecimento por uma infância pura e feliz e que me construiram enquanto mulher independente e rija como diz o meu querido avô Jo.

E agradecer a sáude? e agradecer a família? e agradecer os amigos? E agradecer o trabalho? a carreira? O sol, a noite, o hoje, o ontem, o que foi, o que passou, o que tem de ser, o que está por vir?

Eu defino gratidão não só como um reconhecimento ou emoção, mas sim como um dever. Devemo-nos isso. Devemos isso à vida. Estamos aqui e agora. São milhões sem sáude, sem família, sem um emprego, sem amor, sem dinheiro, sem segurança, sem direitos, sem sorte, sem luz, sem pertença, sem país, sem casa, sem nada. 



Amanhã virá e se for preciso começar de novo, começamos. Há os que defendem que quanto mais gratos estamos, melhor virá e ainda há os que dizem que quanto mais gratos mais livres.

Então, esteja grato pelo que tem hoje e agora. 
Eu vou esforçar-me por fazê-lo com mais frequência, façam também.

Com toda a gratidão pela vossa leitura


quarta-feira, 16 de março de 2016

The choice





Depois de mais um filme de Sparks no cinema, mais pensamentos ocorrem. Mais se desorganizam.
Ando aqui há dias aflita a tentar colocar ordem nisto.
A verdade é que nunca ninguém me olhou assim. Ou então eu nunca vi ou senti alguém olhar.
Tenho a minha resposta.
E encaixa em todos os atos falhados. Em todos os erros do percurso.
Realmente só nós mesmas é que nos deixamos enganar pelo caminho. Acho um máximo e, alivia imenso esta concretização.
Isto parece uma conversa tola mas a verdade é que chegar a esta constatação é fácil mas, entendê-la ou melhor, aceita-la... leva meses, anos! Porque vamos errando por aí fora. E, porque não somos todos iguais. E sim, há mulheres que não precisam de estar constantemente com um homem ao lado.

Acho que vou falar na primeira pessoa. Não sei se isto se aplica por aí. Há muitas relações que admiro, estimo e felicito.
Aquele olhar entre eles.
Já outros... também não sei a quem se enganam e porquê.
Por estes últimos, agradeço imenso esta minha independência.

Eu quero ser olhada. Um dia.
Admirada. Um dia.
E vou esperar. E vou deixar para mais tarde.
 Porque, por agora já me cansei das incertezas e dos medos dos outros.
Se aparecer que seja para ser, sem os "e se..", "acho que nos precipitamos", sem os "talvez" que são nãos bem claros, mas que só são descodificados quando já nos colocaram uns patins em linha.

Se não aparecer, numa boa. 
Efectivamente não pode acontecer a toda a gente.

Mas uma coisa é certa, se não querem, não insistam. O que decidirem, decidam com o coração.



terça-feira, 1 de março de 2016

As saudades que eu já tinha desta lamechice minha.


É mais ou menos assim. 
No dia seguinte a mesma rotina. 
Parece que este blog já não me auxilia no exorcismo desta nostalgia pegajosa. 
Não sei se existe a palavra no plural. 
Nostalgias. 
Também já não sei escrever português. No outro dia ouvi num programa de português que para nos referirmos ao pelo do cão, já não necessitava de acento circunflexo. Fiquei em choque. E sim, leu bem, pelo do cão. Nem sei o que dizer. 
Portanto, posso dizer Nostalgias. 
Plural. 
São várias. E regressam inesperadamente a cada fim ou começo de um ciclo. No meio dele e durante o mesmo lá me aguento. Mas ao início estou perdida e no fim... em pedaços.
Este ciclo tem sido longo. 
E este blog reflete isso. Uma ausência estupenda! Em 2011 escrevia em média um post por dia. Hoje, se escrever 1 no ano...
Às vezes a nossa concha é a melhor conselheira. Aprendemos a pedir-nos desculpas a nós mesmas. A cuidarmo-nos com mais carinho mas acima de tudo, com mais respeito.
Deve ser da idade. Exploro menos o meu livro aberto e trato melhor da minha introspecção. Introspecção com c ou sem c?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Posso.

Quer queiramos ou não, andamos todos à deriva por uns anos até encontrarmos um beiral onde construir o ninho. Não me venham com conversas de finais felizes. O final nunca saberemos mas o início, esse, todos nós o procuramos sofregamente. E, quem diz que não. Mente.
Ninguém tem prazer algum em estar sozinho/a. Estamos sim, mas por circunstâncias. Estamos sozinhos porque situações passadas nos inibiram de apostar de novo. E, é uma pena quando não investem em nós ou quando não se apercebem que se não insistirem, nós, sozinhas, não teremos essa capacidade e, uma boa mulher ou um bom homem vai ficar por descobrir. Uma potencial relação vai ficar por ser vivida.

"Como é que uma pessoa como tu pode estar sozinha". Posso
E não me ataquem mais com esta afirmação. A sério, há pessoas que não imaginam o poder negativo das palavras que proferem. Que desbobinam sem sequer pedir licença. Acham talvez que não batalhei já vezes sem conta contra mim mesma, sobre a mesma questão.

A resposta é simples. Posso. Mas não sei porquê

No entanto, a próxima pessoa a deixar fugir entre os seus dentes este estapafúrdio, vai ter uma outra resposta. Posso. E, quando souber porquê, defendo uma tese.


                    

    


domingo, 9 de junho de 2013

Sou um caso perdido.





Antes não me queriam. Antes não me quiseram. Antes não me escolheram. Agora querem me. Escolhem me. Mas eu não sinto. Eu concluí agora sou eu que não quero. Mas, quem vai passar a escolher sou eu!

Que caso perdido.

sábado, 18 de maio de 2013

Formas diferentes de descrever.

No outro dia, uma grande amiga disse: se pedires muito a Deus, tudo vem. Escreve num papel tudo o que queres. Descreve no papel como queres.
Em conversa com uma colega, conversa sobre o sexo oposto, aquele sexo oposto fofo que nos perturba assim, sempre, sugeri: vamos escrever o que queremos. Vamos descrever como queremos.

Resposta da colega: alto, moreno, olhos verdes, simpático.

Minha resposta:

Um homem.
Um homem que seja crescido.
Um homem que seja mentalmente maduro.
Um homem que me considere finalmente suficiente com todos os meus defeitos.
Um homem que me eleve a confiança.
Um homem que não me queira como amiga das 4h da manhã. Aquela que fica para aquela hora que já nenhum dos amigos vê ou conhece.
Um homem que não chegue pela tarde sem me reconhecer. 
Um que não finge não me saber.
Um que me elogie.
Um a quem eu possa dar todo este amor que por vezes passa de prazo de validade por inutilidade.
Um que não me goze a inocência.
Um companheiro que me queira ouvir.
Uma pessoa que queira rir das minhas histórias.
Uma pessoa que não se envergonhe de mim.
Um homem que tenha saudades da minha presença na minha ausência.
Um homem que aprecie qb estes meus romantismos e dedicações avassaladoras.
Um companheiro que respeite esta minha independência.
Uma pessoa que não se incomode se choramingar e pingar a camisa.


E sim, uma pessoa que me ajude a desfazer estes nós que deixaram marcas.

E sim, pode ser alto.

Mas esta é a minha forma de descrever como quero.




domingo, 21 de abril de 2013

A história do pombo. Do pombo macho.

Vinha eu descansada para casa.
O sinal fica vermelho.
Do outro lado da rua um pub. Três "Sim Senhora Grelos" com a sua Pint nas mãos. A miúda para lá de boa pára no sinal do outro lado. Um dos Sim Senhora Grelos olha-lhe para as traseiras abonadas.
Pensei, "em dois segundos vão olhar os três".
Pimba! Pensado, dito e feito. Com aquele ar de machos todos poderosos tipo pombo a correr praça fora atrás da pomba.
E ela nada. Coitada estava lá nos seus pensamentos de "phones" nos ouvidos e de costas (nem se apercebeu.....naaaaaaaaa)
Ao atravessar olhei-lhes com aquela cara e sorriso no rosto que diz " topei-vos a estes 4 metros de distância! E eles riram.
Pensei como dizia a brasileira: Sim senhora Pombos vadios - a menina era boa mas não vos deu bola: " aceita que dói menos!".

Ps- a estrear numa sala de cinema perto de si.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Feliz ( acredito que sou bipolar)

Sim, podem pensar..."sério Maria oliveira, número um da nostalgia, depressão e saudosismo?"
SÉRIO!

Isto também tem dias!
Aliás, todos nós temos dias, eu sou é mais expressiva do que os outros ditos normais que não choram, não têm saudades e nunca se deprimem. Gente estranha essa! Monótona mesmo! Sempre igual, sempre na mesma! Ao menos eu sou bipolar.

Mas sim, estou feliz. Pesei-me hoje e finalmente atingi os 72 quilos. Bolas, estava a ver que não chegava lá! Em 6 anos depois daquela grande dieta, lá consegui engordar quase 1.5 por ano! Nossaaaaaa... A partir de amanhã a ver vamos! Daí a minha alegria! Consulta marcada porque isto tem de voltar a sair! Acabaram-se as desculpas para me afogar em comida! Já nem o desporto frequente me chega....só lá vai mesmo de matraca fechada!

....e então depois, cheia de coragem vou procurar essa magia!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Imagens soltas, palavras revoltas.

Distante do ecrã, distante das palavras, distante do mundo, distante dos sentidos e dos sentimentos. Como que um começar de ano puro. No entanto vago mas repleto de memórias que como sempre consomem quando nada mais há para as sobrepor.
Provavelmente já muito falado, discutido e batido por aqui. Mas a sensação é sempre a mesma, o pessimismo eleva sempre ao mesmo. Porque nunca fui eu?
Uma auto confiança que acaba sempre derrotada e em níveis instáveis. E que contribuí em muito para o que chamamos....estagnação. Não mexer. Não evoluir. Paralisar. Não desenvolver. não andar para a frente.
Mais fácil não querer. Mais fácil não voltar a colocar-me a jeito. A jeito de me quebrar de novo se não for a escolhida.
Agora fico quieta e se quiserem escolham, façam por acontecer.

domingo, 25 de novembro de 2012

The ghosts are leaving.





Finalmente.Vou levar tempo a entender como conotamos certas pessoas de especiais, se em nada elas contribuíram para a nossa vida. 
Metade do que se viveu é filme da nossa cabeça.
Tarda mas os fantasminhas acabam por começar a sair.
E hoje voltei a sorrir.
Sem porquês. Sem nomes. Sem nada de nada.
Só sair e voltar a casa. Satisfeita pela liberdade.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

L.O.V.E by me

Cresci com todas as princesas da Disney. Cresci num castelo onde os Reis eram a manifestação perfeita do amor. Depois saí para a floresta e de pouco me valeram as fadas madrinhas. Fiz coisas que não devia, em sítios que não devia, embrolhei-me em palermices que não precisava. Quebrei-me por dentro aos pedacinhos. E, de cada vez que me apaixonava por um novo principe, a sapa crescia dentro de mim. Fui uma crente de casamentos, ainda sou uma adepta de contos de fadas e finais felizes e, não perco um casamento dos meus amigos porque acredito de que existem amores para sempre. Mas, já não acredito nas juras eternas a meu respeito. E não digo isto com tristeza ou desgosto. Digo porque me conheço. Porque conheço cada pedacinho quebrado que cá está dentro.
Vou continuar a apaixonar-me sempre pelos principes errados. Mas são esses que me dão alento. Ao contrário do que talvez pensasse há uns meses, a vida é bonita demais e tem mesmo de ser vivida. E, do que conheço de mim, sei que de há uns tempos para cá muita coisa mudou.  Conheço melhor os meus defeitos, aprecio muito mais as minhas qualidades que tanta gente me teima em revelar, gosto muito mais dos meus 1.68m, dos meus 68 quilos e das estrias que tenho às direitas e às esquerdas. Gosto muito mais das minhas mamas pequenas porque estão saudáveis e, adoro as ancas largas para me balançar numa pista de dança. Já não tenho vergonhas em aceitar que muitos não me quiseram, e, já aceito que em outras alturas, até existiram pessoas que me quiseram da forma que sou, e que eu não reconheci tal possibilidade.
Com o passar dos anos, certas serenidades e certezas brotam e, olhando para trás, certos momentos, certas conversas, certas pessoas parecem uma perda de tempo.
Não uma perda na minha vida. 
Isso nunca. Mas podia ter sido mais breve, podia ter sido mais ligeira. Mas lá está. Apesar de me apaixonar pelos impossíveis, continuarei sempre a atirar-me de cabeça. A amar profundamente. Porque quando me for daqui, quero ir cheia. Eu até me lembro da segurança que já tinha aos dez anos e dos sentimentos que já nutria. Não há idade mas há formas. E há o crescer e o sentir de outra maneira, apreciando e temendo de uma outra forma. 

sábado, 13 de outubro de 2012

Dates, um assunto a ponderar.


às vezes não sei como explicar à minha família o quão difícil é estar aqui num dia destes escuros e cheios de chuva onde nada parece ser útil a nos aquecer. Onde o telefone toca e eu não quero atender, onde algumas pessoas me convidam e eu não quero sair. Onde a maioria das pessoas vai pensar "Woaw Londres deves estar a adorar" e eu só enrolo os olhos e penso "estou farta disto". luzes apagadas, pijama vestido e uma boa noite de sono até o amanhecer de um dia onde me possa sentir mais útil e mais energética. hoje não. nem tão pouco ontem e a ver vamos amanhã. no outro dia uma amiga dizia que também se sente assim. e a solução foi inscrever-se num site de Dates. Vou pensar no assunto.

domingo, 7 de outubro de 2012

The cat & the Man. Both stupids.

O meu novo senhorio tem gatos. E eu sou uma mulher de cães. Sempre ouvi dizer  "quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cão". E sabem do que me apercebi? Que a frase está super certa. Os homens são como os gatos. E eu passo-me com gatos. Logo, passo-me com homens. Então a minha analogia resulta da convivência que tenho tido com gatos nas últimas semanas. Os gatos são manhosos, gulosos, com a mania que são elegantes, com a mania que são independentes. Mas não são. São uns parvos. Tal como os homens. Parvos porque chamam a tua atenção rossando devagarinho ao passar pelas nossas pernas. Se não lhes ligas nenhuma, continuam. Insistem até te cansarem. Estendes a mão para lhes dar uma festa e os parvos afastam-se. Não dá para entender. Depois há mais. Se estiveres a jantar, vêm a correr para lhes dares comida. E miam, miam, miam, miam mas, assim que mostras a tua doçura, o teu bem querer, o teu amor, viram-te as costas e mostram-te o rabo ao desaparecer. Típico. Idiotas. Gosto mesmo é de cães.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Other Lifes




Não sou nada dada a Astrologia. Mas hoje lembrei-me de que há uns anos, anos largos, através de uma amiga, contactei uma astróloga porque na altura queria muito saber o meu ascendente e da minha carta astral. Soube de tanto mais que, fiquei por ali. 
Nunca mais em tempo algum contactei de novo.
Há dias lembrei-me disso e ainda hoje me anda na cabeça certas das palavras da senhora ao ler o mapa astral. O mapa da minha vida. Ou das opções da minha vida, eu sei lá! 
Continuo a não perceber muito.
Uma das coisas que me ficou na memória foi a carta do Enforcado. Na qual a Senhora disse que era responsável por tanto dos meus bloqueios na vida e tal está, no amor também.
Falou-me de que uma das minhas relações nunca se irá resolver nesta vida. Além de que, segundo a mesma, já vem de vidas passadas e permanecerá em vidas futuras.
Tanto que já bloqueei e não resolvi que estou perdida.

Que obra! Sou realmente persistente nas cenas, nas pessoas, nos momentos, nas memórias, na vida! 

Bloqueada mas persistente, Ora viva!

BIG LOL

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Falar de amor é bem mais fácil do que se pensa...

Falar de amor é bem mais fácil do que se pensa porque resume-se basicamente a isto: amor é o que fica de tudo o que vem de maneiras diferentes em estadios diferentes. É o que fica. O que dura. E que depois de ter doído, se esqueceu. E, portanto volta a ser bom de novo. E vai ser sempre assim. Eu posso explicar melhor: Há aquilo a que chamam o primeiro amor mas que para mim é aquele que te agarra de repente, quando ainda nem sabes bem se já estás crescidinha para o viver ou não. Aquele em que vives tudo o que devias e não devias e que os teus pais não devem saber. Aquele que os teus amigos insistem a massacrar-te e associar-te uma vida inteira. Mas que não é mais que um carinho e uma vontade de que esse tal amor seja feliz. Depois, depois há aqueles casos de amor. Aqueles que surgem porque queres mostrar que a tua vida seguiu e também consegues ser feliz. Não duram muito porque há mulheres que não foram feitas para casos de poucos meses. Depois, depois há aqueles amores que te prendem de fininho quando estás desesperada à procura de um namorado e então a primeira curte já vira um diário e meia dúzia de cartas daí em diante. Por fim, vem aquele amor, aquele amor mais velho, mais vivido que te goza na cara com a tua ingenuidade mas que tu vês tantas chances de finalmente acontecer (até porque há quem defenda que diferença de idades não tem mal nenhum) que até nem te apercebeste antes mas que quando foge parecia a coisa certa a enlaçar. Mas, amor... amor é aquele que nos entretantos destes todos, que depois dos nãos destes todos, acabas sempre por voltar a lembrar. "Lembranças de um tempo bom enquanto a gente se amava em paz...."


"Eu vou voar, cuidar de mim". E voei. Voei há já uns anos.

No fim de tudo, Porque é que é fácil falar de amor? Porque amor é aquele que está sempre por vir. Aquele com que sonhamos, com que caminhamos, com que ansiamos, com que erramos e nos deliciamos.




quinta-feira, 7 de junho de 2012

Popeye feminino

Vinha eu para casa tranquila no meu autocarro quando a magra do lado me tira um saco de ervas pré lavadas e desata a comer aquilo desenfreadamente. Em menos de 5 minutos a magra deglutiu um pacote inteirinho de ervas.
Eu amo legumes. Como todos os dias em todas as refeições. Bróculos, couve flôr, agrião, feijão verde, alface, espinafres etc etc etc mas.....daí a comer em seco?? Nem um pinguinho de azeite?!
Comer ervas tipo pipocas?!
Ah e tal vamos ao cinema e pimba, um pacotinho de espinafres e uma água pleno. É que a magra comia aquilo à mão, tipo pacotinho de M&M..

Aposto que não tem nem 1/4 da minha celulite, nem 1/4 da minha barriga...

Popeye feminino! Que aborrecido.





ps-Ervas quero dizer: rocula, espinafres, alface, agrião etc...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A minha versão de um PEIXE....tome lá Dª Maya!

Eu sou do signo Peixes. Eu não preciso de astróloga ou de revistas ou de programas ou links e até joguinhos para me dizer que sou assim. Eu sou tão peixes. Mas tão peixes que se torna até chato. Aborrecido.
Os peixes amam só porque é terça-feira, quarta ou até sexta como dizem os meus queridos The Cure.
Amam com uma força inata. Eu acho que quem é peixe sabe do que estou a dizer.
Vão com toda a certeza concordar comigo quando digo que é uma maneira de amar diferente. Porque é. É do tipo sofrogo. Daquele tipo que não espera por amanhã. Queremos tudo para ontem. Já quis demais para anteontem, agora também já aprendi que para ontem só, está bom. Chega assim. Quando se sente, andamos engonhados um tempo mas depois despejamos tudo, sem medos. Um peixe é talvez o único signo que não tem medo de amar. Porque para nós tudo corre a mil. E, afasta-se tranquilo se não é benvindo. Insiste às vezes na ignorância, na perfeição. Insiste pelos sonhos que traz e pelos filmes que entretanto já montou. Mesmo acordados, sentados num carro a viajar.
Porque os peixes entregam-se assim. 
Agora ser correspondido, com alguma pena, talvez tenha que dizer nunca. Mas aí é que está a piada dos peixes. Não faz mal, não importa, é bom, sabe bem, faz sorrir, faz chorar, faz tudo e mais alguma coisa mas é a intensidade que nos move, que nos alenta.
Dei por mim a pensar que no dia em que bater a flecha a dois, qualquer pessoa tem o que quer de um peixe. Porque amar só porque é segunda é certo. Mas dar só porque sim é certeiro. E os peixes dão. 
Aquele que arrebatar o coração de um peixe nunca mais tem sossego. E todos aqueles que já arrebataram não ficaram porque obviamente, como um sábio disse...são livres. E os que quiseram arrebatar e não houve chance foi porque ou somos alienadas, ou não temos amor próprio ou porque não se obriga algo que não acontece. Há momentos certos  para tudo. Uns passam ao lado.

Ó Maya hum?? 

Dez tostões e roubava-te a página nas cor-de-rosa.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Há dias que nos devemos levantar e correr logo para o ginásio.

Sou muito boa em check ups mas de preferência se não me puserem um rapaz alto, bem feito, jeitoso, simpático e com um excelente sentido de humor e de conversa.
Agradeceria imenso.
E agradeceria imenso a minha pressão arterial... e quiça o meu ritmo cardíaco também não se alteraria tanto.
Posta esta estória, de 0 a 100% o resultado foi 63% e a pressão arterial ainda teve de ser checkada uma segunda vez.
Foi tudo muito engraçado, principalmente a parte das medidas à volta da cintura, do peito, da coxa. Eu até disse ao menino British....olhe lá que a coxa é portuguesa! E o meu pai trouxe-me muitos presentes agora na páscoa. Aumentou no mínimo mais três centímetros!
Eu não sou do tipo do flirt. Ou melhor, até sou, não levo é muito jeito nisso! Mas o menino ainda agarrou no meu dedo para a picadinha do açucar e do colesterol e disse " Maria cold hands.... does that mean hot heart?".
Partiu o heart pois claro! Mas não foi só com o comentário, foi quando me disse que o colesterol estava altíssimo!
Se ele soubesse o que é um queijinho de Serpa a semana inteira a olhar para mim...já para não falar da paiola e de tudo o que já comi e acabei!
Depois da famosa consulta lá fui para as máquinas... em cada abdominal só pensava no malvado queijo que tinha comido...mas que saboroso!! E o menino British também! Um verdadeiro Gentlemen.

Há dias que nos devemos levantar e correr logo para o ginásio. Alegra-nos a vista! Levanta-nos o batimento cardíaco e ainda vimos para casa com uma razão médica para fazer dieta. Parece-me bem.

domingo, 11 de março de 2012

Nem Prada nem nada


"Is there something wrong with me?"

"Sometimes you play a game even when you know you gonna loose...

...or sometimes you leave the game even when you know you can win"

(From Prada to Nada)