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quarta-feira, 16 de março de 2016

The choice





Depois de mais um filme de Sparks no cinema, mais pensamentos ocorrem. Mais se desorganizam.
Ando aqui há dias aflita a tentar colocar ordem nisto.
A verdade é que nunca ninguém me olhou assim. Ou então eu nunca vi ou senti alguém olhar.
Tenho a minha resposta.
E encaixa em todos os atos falhados. Em todos os erros do percurso.
Realmente só nós mesmas é que nos deixamos enganar pelo caminho. Acho um máximo e, alivia imenso esta concretização.
Isto parece uma conversa tola mas a verdade é que chegar a esta constatação é fácil mas, entendê-la ou melhor, aceita-la... leva meses, anos! Porque vamos errando por aí fora. E, porque não somos todos iguais. E sim, há mulheres que não precisam de estar constantemente com um homem ao lado.

Acho que vou falar na primeira pessoa. Não sei se isto se aplica por aí. Há muitas relações que admiro, estimo e felicito.
Aquele olhar entre eles.
Já outros... também não sei a quem se enganam e porquê.
Por estes últimos, agradeço imenso esta minha independência.

Eu quero ser olhada. Um dia.
Admirada. Um dia.
E vou esperar. E vou deixar para mais tarde.
 Porque, por agora já me cansei das incertezas e dos medos dos outros.
Se aparecer que seja para ser, sem os "e se..", "acho que nos precipitamos", sem os "talvez" que são nãos bem claros, mas que só são descodificados quando já nos colocaram uns patins em linha.

Se não aparecer, numa boa. 
Efectivamente não pode acontecer a toda a gente.

Mas uma coisa é certa, se não querem, não insistam. O que decidirem, decidam com o coração.



sexta-feira, 19 de junho de 2015

vaqueiro, planta ou mimosa?





Não querendo fazer publicidade mas já mencionando, serei melhor em vaqueiro, planta ou mimosa? Com alho ou coentros?
Talvez com salsa e limão?
Em chocolate ou ovos batidos?
Por cima de peixe grelhado ou em leite condensado?
Numa carcaça pela manhã ou em torradas de pão passado?

Devo ir bem em qualquer coisa.
Já aqui estive, antes. Mas mais uma vez aqui voltei. Banho-maria. Quente e fria.

E, quando me apercebo que aqui cheguei, dói.
Dói porque o permiti e dói porque não evitei.
Dói porque não sei como chego e muito menos como me liberto disso.

Cozinhada em banho-maria.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Coisas de esbarramentos.

As razões desconhecem-se. Fugir não ajuda nada. Há sempre alguma coisa que nos aproxima. A vida quem sabe. Fecho-me em copas para evitar esbarrar-me sem querer mas, as contas foram mal feitas e a probabilidade ainda era elevada, hoje. Que azar. A culpa é toda da matemática. Que bonito. Que tudo estava tão bonito. Uma carícia é suficiente para explodir o fogo que há em mim. Rebenta sem nem haver rastilho. O que vale é que tudo acabou em bem há muito tempo. Fui realmente bastante prudente. Foi talvez das minhas melhores decisões até hoje no que toca a dizer adeus às coisas, às pessoas. Adeus não diria porque não foi adeus, aquele adeus. Foi outro adeus. Aquele adeus. O adeus à situação, não à pessoa em questão. Uma só palavra mas milhões e trilhiões de olhares que aproveitei para matar a saudade que tinha de ti. Vim embora livre que nem um passarinho. Sei que estás bem, eu estou melhor ainda. Agora sim fiquei com a certeza de que estou livre, leve, solta para me esbarrar num outro ser qualquer que por aí anda. Sim, porque agora vai ser impossível esbarrar-me em ti de novo.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Invadi a cidade


Estou cansada.
Há uns meses largos que não percorria aquele caminho a pé.
Meia desorientada enfiei-me pelo parque, ou melhor pelos parques.
A lua perfeita, só lhe faltava o nariz. Amarela, brutava do meio das árvores já quase sem folhas.
Tudo assim que meio avermelhado escuro misturado com a noite.
Sem mar, sem areia, onde antes me refugiava.
 Hoje, invadi a cidade.
Fui andando tipo sem abrigo, sem rumo.
Mas soube tão bem respirar ali no meio.
Os carros a passar mas a música que vibrava nos ouvidos só me sossegava de cada vez que se aproximava um cruzamento.
Dei por mim a pensar mais uma vez.
Pensar é claramente o meu problema.
Estou sempre muito melhor quando não penso muito.
É por isso que não me dou a estes passeios ou a certas músicas.
Simples: não penso.
Mas hoje bateu forte, quase que queimava.
As paredes esofágicas contraíam.
 O estômago libertava ácido e mais ácido e mais ácido e mais ácido.
Pena que só compreendemos situações nas nossas vidas algum tempo depois.
Cá para mim é um desperdício.
Logo e pronto, já está, era muito melhor.

Ai mas eu estou certa. Estou tão certa de mim e do que eu quero.
É isso que me dá a volta e me deixa feliz.

A melancolia só se deve aos dias escuros às 16h30m.





Porque já tenho pedras suficientes para o meu castelo.



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Nearly there.

Sabia que te iria ver.
Não me enganei.
Nos primeiros dias ainda ponderei que poderias estar num outro lugar qualquer mas, mesmo de costas, foi só ouvir a tua voz. Virei-me e torci o estômago. Não só te vi como diria que estavas bem acompanhado.
Pior, passaste por mim, travei mas percebi que seguiste em frente. Ias ao telefone. Apesar da minha figura estúpida em te querer cumprimentar, quero imaginar, ou melhor, quero acreditar que não me viste. Apesar de achar essa possibilidade remota.

Esta vida é super estranha. Cruzam-nos pessoas sem pedir autorização. E isso deixa-me de rastos. Tu deixas-me de rastos porque tenho saudades de falar contigo. Tenho a certeza que com toda essa experiência que sempre me fizeste questão de contar e falar, te apercebeste de mim e do que se passava aqui muito antes de mim. Tenho imensa pena que não tenhas evitado. Mas também não era obrigação tua.






Afinal, até já me resolvi um pouco. Não tarda e tudo acalma. E tudo passa.

domingo, 9 de outubro de 2011

pensamentos baralhados

Tudo é um turbilhão de pensamentos.
Tudo é uma mistura do que já foi, do que é e do que vai ser.
E não me largam coisas que faço para não perder mas que quero que desapareçam.

Ainda me revoltam pessoas que dizem que nunca dariam a vida por ninguém e, chateia-me quando vão contra a razão pela qual eu o faria.

Mas meus caros, quando quem vos deixou sem querer e, sem vocês o quererem também, vocês dariam tudo para ter ido nesse lugar.

E tenho saudades tuas rapaz.
Saudades de ti e de mim quando estava contigo há tempos.

Mas tudo é tipo um Carrocel, a fila anda, uns gostam outros não.
Eu pelos vistos estou na fase do "fiquei mal disposta com tanta volta...".
Daria antes, com tanta cabeçada.


E agora, guardo no meu coração esta alegria que me preenche e me faz querer dormir à pressa para ser Quinta Feira.

Que grande confusão de pensamentos.

sábado, 17 de setembro de 2011

Trust me.

Sometimes I wonder if I did the right choice. Was I too selfish with myself? Was I too quick? Did I mess with it? Did I mess with us? Maybe I was not that into to you and now I feel as if I have thrown everything away... I mean...our friendship away.
Maybe I really need you as a friend.
No benefits. Just friends. I miss your stories. I miss telling you mine.
I think I can cope with it. Or maybe I can cope just until you meet someone else.
Honestly, that is just what I do not want.
So maybe not. Maybe I definitely, cannot cope with this.
Oh gosh... I miss you so right now. 
Honestly, for just one night, long ago, I thought you looked at me different. Not recently. Long ago.
I was wearing a white top, with my hair down. I was just dancing. You flirted with me that night. I know now. I want you since that moment. I did not know until now.
You will love one day. You will love someone one day. I know I won't be the one. However, I wish that girl does treat you well. To make you the happiest in this world. Can you please have the courage to let her in? I think you are afraid. You think you just want to hang around with your freedom but, life is not like that. And, You truly deserve it. Give yourself a chance. Lucky her if you already found her.




ps- Just like a Portuguese band said one day: It is all so much better when it is all said in english. Trust me.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Para se amar.

Típico de gente do sexo feminino. Fui ao cinema encher-me de pipocas e vim de lá cheia de lágrimas. Enquanto as luzes estavam apagadas não houve problema nenhum, pior foi quando a claridade me atingiu de fuga.
A quem é apaixonado pela vida, pelas pessoas, pelas histórias, pelo próprio amor, pelo que já se viveu, por tudo aquilo que se está destinado a viver, vá ver o filme.
Ao meu pai, que me diz sempre para ter calma, que há muita vida pela frente, que não posso querer viver tudo ontem, vai ver este filme.
Não se tem assim tanta vida pela frente. Nós pensamos que temos mas nem sempre é assim. Tu Pai, sabes melhor que ninguém, melhor que eu. Por que raio me das sempre esse conselho. Sabes tão bem como eu que tenho chamas acesas cá dentro, ansiosas por viver, por amar, por saborear, por viver cada minuto como se fosse o último, sendo feliz a cada segundo.
Assim como no filme, tudo pode acabar numa fracção de segundos. Para quê adiar sempre tudo?
Já me disseram várias vezes na vida, por tamanhas asneiradas de coisas que já fiz e disse que, estaria a ser parva e imatura e que talvez perdesse com tudo isso. Talvez perca com tudo o que digo mas, se isto tudo é curto, do que fujo eu? De que medos ou de que frustrações me posso vir a apequentar?
Digo, Falo, Admito.
Os seres humanos do século XXI não se mostram. Não se maxucam. Não se agitam. Não choram. Não têm sentido de humor. Não deixam a maquilhagem em casa. Não comunicam.Não confrontam. Não se animam.
Contra mim falo em parte. Não me animo. Mas agito-me por dentro. Maxuco-me na maioria das vezes. Não me mostro mas tenho muito sentido de humor. Rio-me sem medo. Coro sem saber e sem querer.
Choro. Choro muito.
Mas vou vivendo, à minha maneira.
Vejam o filme. Durante anos não é preciso nada de mais físico para se gostar, para se cuidar, para se precisar, para se estimar, para se amar.

E já chega de babuseira do enjoo. Vou dormir e acordar pronta para seguir. Sempre.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

One Day



"
" Isto não está a correr bem...".
Pois não, e não é só no Iphone. É aqui dentro também. E foi sem dar por isso. Assim como quem não quer nada. Mais nada e, de repente tudo.
Até me sinto nervosa e nem estás aqui de frente. Até tremo das mãos e nem contigo estou.
Estou com medo.
Deixei-me levar de novo. Que cabeça é a minha? Que coração de merda é este de que fui feita?
Porque é que me apareceste na vida?
 Hoje percebi que não quero ser tua amiga. Desculpa por isso, sendo tu tão brilhante!
Não fui honesta contigo este tempo. Mas principalmente não fui honesta comigo. Escondi sentimentos, evitei frustrações, não dei importância. A verdade é que há anos que sei que, se um dia me cruzasse de mais perto iria gostar de Ti. E não falhei, sou uma mulher de intuições. E certas, por sinal.
Ou pensas que a minha antipatia vinha de onde?
Vinha simplesmente do terror de te sentir a aproximar. Se te tratasse mal nunca me irias suportar e ficarias longe para sempre.
Foi no momento em que te paguei uma cerveja que senti o peso da responsabilidade. Se me aproximo mais, tropeço.
Tentei tropeçar um mês depois. Carente, alcoolizada, desiquilibrada. Vê lá tu que nem sabia que namoravas! Felizmente e, isso tenho de te agradecer, afastaste-me. Sempre que estou contigo orgulhas-te a dizer que fui a única pessoa a quem o fizeste. E, hoje, quando eu brincava com esse assunto...

"Perigoso?! Nana.. Sou teu amigo. Entre nos..so amiguinhos.. Bale?".
Voltando ao coração de merda...o meu, portanto. Baralhaste-me nos últimos tempos. Não tens culpa nenhuma hã? Eu é que estou surpresa comigo e com esta cabeça filmada.

Foi aqui que fiquei nervosa. Foi exactamente neste momento que percebi. Ups, mas eu não quero ser amiga dele. Não. Eu não quero ser tua amiga. E tu muito delicadamente fizeste-me perceber aqui qualquer coisa que eu não tinha dado por ela!
Oxalá pudesse!
Porque te adoro.

Adoro a tua companhia. Adoro imaginar os sitios onde poderia passar bons momentos contigo.
Conversar até me perder nas horas.
Petiscar e beber um bom vinho.
Abraçar-te com um até amanhã, bons sonhos.
Beijar-te, que ficará para uma outra vida.
Gostei muito dos sítios e dos momentos que já passei contigo. Mas não vou conseguir continuar como se nada fosse. Desculpa mas não conseguia fazê-lo por mim. Desta vez por mim porque de todas as outras não o fiz pelos outros.
Se falares com os tubarões da minha vida (como lhes chamaste delicadamente), a maioria das vezes escrevi-lhes.
Não sei falar bonito. Não me sai nada. Como palavras e delíro no assunto. A boca fica seca e a destenia sobe no estômago.
Contigo não seria diferente, seria pior.
Não és criança nenhuma e sabes o que queres. E eu também já não sou nenhuma miuda de 19 anos nem de 24. Idade a que os tubarões me marcaram no corpo.
Mas tu também vais deixar a tua marca e, impressionar.
Boa, devo dizer-te.
Isso faz me doer.
E já tenho saudades tuas.
Breve breve passa e, vamos surfar um dia!

Isto é só uma escolha para me proteger. E não digas que é imatura. Não é. Imatura foram as asneiradas que já fiz. Desta vez, não quero ressacar de todo. Não quero ressacar de ti. Queria ter outro jeito de me mostrar. Mas isto sou eu. Também não me digas que me estou a precipitar. Não estou e tu sabes que não estou. Possivelmente até já deves ter percebido há mais tempo tudo isto que eu desconhecia cá dentro.
Mas adorei. Ainda adoro. E ainda vou adorar por uns tempos. Só é chato que tenha caído de novo. Não é chato, é irritante. Mas chego lá, One Day.


Mim"

domingo, 24 de julho de 2011

WeeKenD

É o cansaço.
É a preguiça.
É o deixa para amanhã.
É o Domingo.
É o estar desligada do mundo.
Fim de semana fora de Londres com amigos.
:)
ahhhh... quanto mais conheço os homens, mais gosto de pavões (e como sabem eu tenho fobia por penas).

segunda-feira, 4 de julho de 2011

My weekend with Miró

"I understand that an artist is someone who, in the midst of others' silence, uses his own voice to say something and who makes sure that what he says is not useless, but something that is useful to mankind..."
Miró


Fui ver Miró na Tate.

Gostei muito apesar de não ter sido o que esperava, mas, como também não esperava ver este fim de semana, foi bom assim.

Foi bom assim.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

mess




às vezes penso que o Universo até pode conspirar para algo. mas depois caio em mim e penso melhor na razão para o qual o Universo haveria de conspirar a meu respeito? porque haveria de merecer isso? muito menos pensar na possibilidade de que tu e eu poderia ser alguma coisa. e depois assusto-me das coisas que tenho vindo a apreciar em ti. e gosto. mas não gosto do que me mexe cá dentro e deveria gostar mas não gosto porque me assustas. porque te olhar nos olhos a fundo me faz corar. porque te olhar a sério me faz querer. no, i'm not going to talk about it.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Not meant to be

Hoje sentia o peito fechado. Quis escrever e nada saiu. De repente de volta das minhas imagens fofas vejo isto. E é tão isto que sinto. É tão isto que me é tão dificíl de descrever e colocar aqui. Parece que às vezes o meu coração me vai subir à garganta e sair cá para fora. Não, não seria fácil de tão apertadinho que está. É como se tivesse vontade de fazer xixi e tivesse num voo de 11 horas em que a casa de banho avariou. Acho que está na hora é do Vitinho. Até amanhã.

domingo, 8 de maio de 2011

Do outro planeta.

Com tudo isto a acontecer, nem sei bem o que fazer. Falar com homens é talvez o mais sensato. Mesmo assim, muitas das opiniões divergem. Mas, orgulho-me porque começo a entrar devagarinho lá dentro da cabeça deles e, começo a descodificar algumas áreas estranhas que, coitadinhos, são limitadas. Somos efectivamente diferentes. Mulher é mesmo de um outro planeta. O grave é que não vivo sem eles. Mas eles também não vivem sem nós. Somos umas chatas, umas melgas mas, eles precisam muito de nós.
Assim naquela e de ouvidos atentos, algumas palavras proferidas por um amigo do outro planeta bateram que nem flechas.

"...pá isto é como o reino animal Maria... os homens também funcionam da mesma maneira ".

E não é que é mesmo?

Nós parecemos pavoas... coramos, baixamos a cara, seduzimos. Eles vêm lançados, desgraçados e arrebatam-nos o coração. Ficamos três dias a fazer filmes porque somos umas filmadas e, eles? Pensam no próximo jogo de futebol ou na surfada do fim da tarde.

E o que mais me irrita no meio disto tudo? É que os meus amigos do outro planeta também acham que somos apressadas e que queremos é casar e ter filhos. Pá, nada de generalizar. É tudo muito bonito mas há muito para viver. Não é por sermos umas filmadas que vamos logo pensar nisso. Eles acabam por me enervar. É tudo uma questão de mitos nada descodificados.

Agora eu já sei que se calhar me falta mesmo a respiração.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

não se evita

Assusta-me o facto de não poder voltar atrás para evitar.
Por tempos, muito tempo evitei.
Vai passar depressa.
Assim espero.
Falta-me o jeito e os sinais.
Mas na verdade peço para que seja diferente.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fly















Talvez se falares comigo em Mandarim eu te perceba.
Assim não sou capaz.

domingo, 10 de abril de 2011

Tu és um pêssego. Foste.


Os homens que me magoaram, porque eu deixei, demoram a sair da minha vida como aquelas nódoas de pêssego naquela t-shirt preferida que nunca mais pude vestir. Não há detergente capaz de dissolver, a não ser, aquele spray maravilhoso usado 2 minutos após o pingo e esfregado com uma escova depois de secar. Pena é que a embalagem é tão pequena e não se tem logo à mão para mandar ao dito cujo que nos magoou.
Bom, estou a comparar o homem a uma nódoa. Mas não uma nódoa qualquer. Uma nódoa de pêssego.
Hoje estava no parque a apanhar sol e fui olhando para quem passava, para quem se sentava, para quem brincava e para quem namorava. Não critíco o facto de estar sozinha neste momento, pelo contrário até lido muito bem com a minha independência e gosto muito dela mas, num dia de sol destes tenho de admitir que estar deitada ao lado de alguém deve ser bem mais interessante. Sou uma Julieta sem Romeu e a culpa disto tudo é do Adão. Ele não tinha nada que se ter metido com a Eva. E pronto a culpa tem de ser sempre de alguém. Tem de ser sempre deles. Dele. Do pêssego. A t-shirt foi para o lixo. Finalmente depois de anos. O que me preocupa é que a época dos pêssegos está de volta e tremo de pensar que posso escolher outro errado. Vou usar uma camisola laranja amarelada. Não digo nada de jeito hoje. Foi do sol que apanhei.