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sexta-feira, 19 de junho de 2015

vaqueiro, planta ou mimosa?





Não querendo fazer publicidade mas já mencionando, serei melhor em vaqueiro, planta ou mimosa? Com alho ou coentros?
Talvez com salsa e limão?
Em chocolate ou ovos batidos?
Por cima de peixe grelhado ou em leite condensado?
Numa carcaça pela manhã ou em torradas de pão passado?

Devo ir bem em qualquer coisa.
Já aqui estive, antes. Mas mais uma vez aqui voltei. Banho-maria. Quente e fria.

E, quando me apercebo que aqui cheguei, dói.
Dói porque o permiti e dói porque não evitei.
Dói porque não sei como chego e muito menos como me liberto disso.

Cozinhada em banho-maria.


domingo, 19 de abril de 2015

Você Tem que aceitar, viu?




Além de tudo o que a ausência provoca. 
Além de tudo o que as emoções esgotaram.
É a força que esta saudade tem.
É o não saber de ti. 
É o não fazer parte da lista de pessoas a quem contas o que te aconteceu.

E imagino o dia em que os teus olhos me vão ver de novo.
E imagino o cheiro do perfume que me vais dar.
E imagino se ainda vou querer encostar a minha cabeça em teu redor.

Porque hoje ainda quero tudo isso. 
Como ontem.
Não dá para explicar.

sábado, 4 de abril de 2015

És o maior Pavarotti.


Já me tinha esquecido de como era sentar-me assim no chão, envolvendo os joelhos nos braços à espera que a crise passe. Que a fase aguda da dor no peito sucumba. Se evapore. Faz me lembrar um pouco a ressaca e o álcool. Também dizemos sempre que nunca mais bebemos. Também dizemos sempre que nunca mais nos vamos apaixonar ou deixar levar por qualquer coisa dessas, ou o que quer que seja isso! Fechar os olhos e deixar as lágrimas escorrerem pela face até penetrarem nos lábios e nos oferecerem aquele gosto meio que salgado e doce?! Nem sei descrever. Sei que tem um sabor. Sei que o conheço, quando assim acontece. Eu preciso destes tempos. Destes momentos. As coisas precisam de lutos e as pessoas também.
E depois sinto que estou a alucinar!! Ponho Pavarotti de fundo. E ele e o meu amigo Sting resolvem a situação e acabo a rir que nem uma louca! Eles têm o poder de me dar colo quando preciso. Pois não há banda sonora melhor para me levar até à minha mãe, do que eles. É o som da minha infância, de férias e pequeno almoços na varanda de Sesimbra. E volto lá. E aí o colo é o preciso, é uno e reconfortante. Mesmo que imaginado. Surte o efeito desejado. As lágrimas saem em desespero, a alma fica lavada e a vida recomeça. Agora vou ver um filme e amanhã é dia de Páscoa. E, como tal, tudo se ressuscita. Estou pior. Ai nossa.

domingo, 15 de março de 2015

The Queen of Maryland



Admiro muito escritores e até qualquer leigo quando escrevem ou se expressam sobre o Amor. Aquele Amor. O de paixão, o carnal, o que arde sem se ver.
Eu, que me considero uma privilegiada, porque sempre tive muita facilidade em exprimir o Amor ao meu Pai, à família e aos meus amigos, fico petrificada quando me quero expressar em relação a este. Anos atrás não me custava nada. Nada. Uma cartinha, um bilhetinho, meia dúzia de palavras que sempre assustaram o outro. Os outros. Os das paixões fortes que pareciam únicos. Os intocáveis. Assim os intitulo já que nunca lhes cheguei. Já que sempre fui uma querida, mas não vamos confundir as coisas. Adoro quando me lembro disto. Já aqui disse, mais vezes e com ar mais sério, e mais ferida também, mas, agora digo com um ar de gozo e sorriso no rosto de quem já completou 31 anos e que de facto, já se tem resolvido por dentro aos bocadinhos. A vida é mesmo engraçada e, é bem verdade quando pessoas mais velhas me dizem que queriam ter agora 20 anos e serem senhores do conhecimento que têm até então.
Mas quando se fala do Amor. Deste. Do que inspira, do que encanta, do que levita, tudo se alegra. Mesmo quando nos dói. Mesmo quando nos dói de uma maneira que desconhecíamos pois achava eu, que já o teria sentido previamente. Errado. Tudo se sente de maneira diferente pois cada entrega é sempre diferente. E cada pessoa é sempre diferente. Mesmo quando sempre esteve connosco. Nesta ou numa outra vida. Coisas que não se explicam. Quero acreditar que o Amor se pode guardar. Que por vezes podemos ou não querer vivê-lo. E eu errei, quando sempre me fiz acreditar que não era para ser. Que nunca iria ser. E guardei. E de repente foi. Com muito tempo de atraso e fora de contexto. Bastou um clic e Boom foi tipo um ciclone, um furacão, um despertar da Dopamina adormecida. Já para não falar da Noradrenalina que sempre me disparou o coração ao ouvi-lo e a serotonina que sempre me deixou desorientada e atrapalhada. E pronto, posso culpar as hormonas. Nada tenho a ver com isso. Com isto.
Mas agora tenho de falar do que inspira. Do que me inspira. Do que me inspiras. O ouvir-te horas a fio numa mesa de restaurante à beira de um rio. Seguir o teu raciocínio, conhecer os teus planos, a tua vida, os teus sonhos e imaginar a tua alegria ao chegar lá.
Mas agora vou falar do que encanta. Do que encantas. Do que me encantas. Aliás, sempre me encantaste. Isso é um facto. Esse teu 1.80m ou isso. Esse teu sorriso. Esse teu peito aberto onde já chorei sem querer. Esse teu abraço fechado. Esse teu olhar fixo. Esses teus segredos que não fui confidente. E dos que fui, obrigada. Essa tua responsabilidade e essa tua dedicação ao que fazes e como fazes. O teu rigor. O teu toque. A tua festa. A tua carícia e o teu carinho. A tua bondade e a tua inocência. A criança em ti. O teu ar sério e aflito. O teu desejo e tantas outras coisas que eu não sei dizer.
E se falar do que levita, do que alegras. Alguém que pela primeira vez escutou as minhas histórias. Que estava ali, interessado e a pedir para continuar mesmo quando eu já estava corada de vergonha e pronta a sair em dois segundos. Alguém que me proporcionou momentos onde fui novamente, genuinamente, feliz. E neste meu livro de vida, fizeste parte de tantos capítulos e, mesmo que tarde, este último, por pouco tempo, foi sem dúvida o melhor de todos. 
O Amor pode ser tudo o que precisamos mas, deve ser tudo o que queremos. E, tive paixões que precisei muito mas tu foste o que sempre quis. Eis a diferença. Venha o que vier. 
E o que vou fazer para te esquecer?
I am the Queen of disaster.

sábado, 10 de janeiro de 2015

E agora.

                                                   


       Esperei tanto por ti 
 E caiu um manto em mim 
 Será que te perdeste a caminhar? 
 Ou foi só para me castigar 
 E agora? 
 Será que te perdi? 
 E agora? 
 Se terminar aqui 
 O que será de mim sem ti

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

only love can hurt like this.

...deixem-me amar o imperfeito.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

I am a King's daughter.


                 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Se eu não for, quem vai ter o teu melhor...




"Tens que largar a mão
P'ra eu sair de pé
Sou o teu anjo e não me vês
Na parte calma do que és

Tens que largar a mão
E sair de pé
Sou o teu anjo a procurar
A parte quente do que vês

Mas há portas por fechar
Com o chumbo a prender
É mais forte do que quero acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu quem vai lutar agora

Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei

Vais aprender a olhar quando a dor vier
Vais aprender a desvendar a parte fraca do que és
P'ra descobrir depois quando a luz voltar
Tens um jardim a procurar
Que precisa de saber
Quanto tempo vai durar
Este muro a prender
É mais forte do que queres acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu que vai lutar agora

Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei



Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei"

Tiago Bettencourt

domingo, 21 de setembro de 2014

Tu

"Tens a escolha: podes viver a vida ou existi-la."

                                        Globonautas.net

                                                         

sábado, 21 de junho de 2014

Não acredito que a minha estrela me falhe.

                                     

Já lá vai o tempo em que te escrevia diariamente, mais do que uma vez. Depois passou a algumas vezes por semana, depois algumas vezes por mês, depois passou a anos. Agora, raramente. Não me faz querer-te menos. Não me leva até ao embrulho do esquecimento.
Esqueci-me do som da tua voz.
Acordei às quatro da manhã aflita com isso. Não sei se estava a sonhar e ouvia toda a gente Menos a Ti. 
Estou assustada desde então.
Será que já vais assim tão longe? Foi um sinal teu a dizer-me que te magoei por não ter pensado em ti assim tão insistentemente? Acredita que se estivesse no Seixal ía imediatamente colocar o vídeo e ouvir-te. Talvez acalmasse o meu coração. 
Nunca vai cessar pois não? É essa a verdade não é? 
O meu trabalho tem consumido toda a minha energia. Novas provas, novas responsabilidades. Tu sabes como tenho a mania da perfeição e de não querer que nada corra mal.
Tem sido só a vida a correr Mamã. 
Hoje tive uma consulta com uma esteticista para uma limpeza de pele, com direito a massagem de relaxamento, com explicação em como utilizar a maquilhagem correctamente. Não tivemos tempo para isso.
Depois, saí de lá e fui às compras. Nem de propósito, em cada loja que entrava e ía experimentar roupa, só havia mães e filhas. Só ouvia as opiniões e elas a resmungarem. Fui andar na rua irritada por não me conseguir lembrar de nenhum momento desses contigo. Só num dos meus aniversários em que fomos à Jacadi no Carrefur, vê lá... 1 episódio.
Depois fui sentar-me a almoçar e a ler. Estou a ler Geometria do Amor de Luís Quintino. Um Pai que relata os últimos anos do filho e a luta contra o cancro do filho. Mas acrescento, de Pai e Mãe também. 
E, pensei para comigo, que acto de coragem. Que acto de extrema coragem relatar a cada pormenor o que se viveu e dar ao mundo a conhecer tudo isso. O Isso que talvez me esteja de facto a ajudar no meu luto. No meu luto por ti, pela Leonor, pelos momentos utópicos que idealizo, imagino mas que nunca serão vividos porque assim teve de ser. Já não lamento. Já não me revolta. Serenamente confesso que me deixam apenas triste. Depois tenho de ir comprar uma garrafa de vinho tinto, sento-me à janela e escrevo docemente.
O Dr Quintino descreve tudo com uma clareza tão profunda que nos deixa dormentes. Relata aqueles momentos de silêncio, de incerteza e de angústia com uma certeza real e ferozmente vivida.
Em certas alturas até tenho de fechar o livro porque me recordo do subir das escadas, do caminhar lento do corredor, do virar para entrar no quarto. Seis camas. Ficavas quase sempre na da janela. Sempre a sorrir, sempre tão viva  e forte como esta minha lembrança. Nunca, mas mesmo nunca, pensei que sucumbisses a esta doença. Jamais, posso mesmo dizer-te.
Falaram-me imenso de um filme que estreou. Um romance. Claro que não descansei enquanto não fui ver. Mas, depois de tudo isto desde as 4 da manhã, escolhi o pior dia, ou não. Dizem que hoje o Verão começou. Portanto é o dia maior do ano. Há tempo para tudo.
O filme é um romance. Mas um romance com dois doentes em fase terminal. 
Ora pois.
Fui demasiado inteligente. 
Conspirou tudo a favor de estar aqui sentada, com o meu vinho, a escrever-te. Talvez assim o tivesse de ser.
Hoje tinha coisas combinadas e desmarquei. Tinha jantares que disse que não podia ir porque teria o que desmarquei e, aqui estou, na noite maior do ano, sozinha em Londres. À janela, numa noite quente, num céu que tem duas estrelas ao lusco-fusco do entardecer. E, a verdade é que me pareceu certo estar assim, porque há tempos que não estava assim, pertinho de ti.
Quando o filme acabou percebi que nunca nos preparámos para o nosso fecho. Não me deixaste cartas, não nos abraçamos, não me falaste de ti. Do que foste, do que querias que eu viesse a ser. Não.
Nunca mencionaste sequer que tinhas um linfoma.
Um cancro. 
Um carcinoma. 
Uma merda. 
Podemos dizer uma merda. 
Hoje em dia leio em muitos artigos. De facto, exprime fortemente. Sem clichês. Sem peneiras. Porque o cancro é de facto uma grande bosta na minha vida.
Podíamos ter trabalhado mais tudo isto, como todos os romances das telas de cinema. 
Podíamos ter feito um funeral contigo viva para que de facto visses uma passagem de fotografias maravilhosas que tens connosco, em cada momento da tua vida. Para que não os esquecesses. Podíamos ter escrito poemas e dedicatórias extraordinárias como tu. 
Os funerais deveriam ser celebrados em vida, eu acho. Porque se a vida é isto tudo de rápido, de intenso, de curto, de espacial, de especial... Então sim, no mínimo era o merecido.

Aqui a tua filha Maria passa agora os dias a ajudar casais a terem filhos. Trabalho em fertilidade. Toda a gente critica quando se deparam nos 40. Quem lhes garante que não vão viver mais do que 13 anos com os seus filhos? As minhas colegas fazem os impossíveis para me colocarem os bebés nos braços e tirarem fotos de propósito para provar que os segurei. Não entendem como tenho este pavor de pegar num bebé ao colo.
Assusta-me colocar assim um ser frágil no mundo, assim como me custa segurar-lhes no colo. Acho que o meu pavor em pensar na ideia de ser Mãe pode ser transferido e eles sentem e começam a chorar por nao quererem estar no colo, que é meu. Acho que luto contra a minha própria carência desse mesmo colo roubado.
E sim, tens uma filha desequilibrada.
Mas olha que passam os dias a dizer-me que sou uma mulher muito forte. Estou um bocadinho cansada disso. Não acreditando, não se confia nisso. É tudo e simples.
A verdade é que os meus pensamentos não têm só estado longe de ti. Têm estado longe de tudo. Ocupado por algo diferente.
Lidar com as saudades de quem desapareceu, eu tenho de aceitar. Mas lidar com as saudades de quem está vivo e, que eu espero, à minha espera. Dificulta-me a digestão e o processamento. Não é que não pense em ti, mas, tenho pensado demasiado, ponto e virgula.


Mas continuam a dizer-me diariamente que o país que me espera esta fraco e inseguro. 
Fraca e insegura tenho andado eu nos últimos 5 anos.
Não sei do que se tem medo. Não quero continuar a ser a miúda forte que todos me tendem a lembrar. Irrita-me profundamente pois não é uma opção. Mas se tenho opções, gostaria de as considerar.
E, hoje é dia 21 de Junho.
O dia maior do ano. Indeed.


Ps- patrocinado por

F'OZ FrOm the great river valleys, Product of Portugal'2012 Vinho Regional Alentejado




quinta-feira, 19 de junho de 2014

Belle



"The world is a devastating place. You must learn how to protect your emotions."

 (Belle, British Film about slavery in 1729)

domingo, 1 de junho de 2014

As conversas com a M. dão sempre nisto. E por acaso já amamos alguém?

                      

                         

                          

Comecei logo a conversa com " Será que nós amámos mesmo?". Isto, porque passei o dia a fazer a lida doméstica aqui deste cérebrozinho irrequieto. A abrir gavetas e a deitar tudo fora. Tudo aquilo que me fez, que me fez mal mas, que me fez de alguma forma. Foi tipo aquela limpeza geral que se faz nas casas quando chega o verão. Tinha a mania de armazenar tudo e mais alguma coisa. Com esta estória de viajar, de ter saído, não armazeno muito porque pretendo voltar e voltar de vez para então puder armazenar mais e bem! Hoje tratei do meu cérebro baseada na mesma teoria. Fora, fora, fora com o que não preciso de carregar cá dentro. Infelizmente não funciona como a Cloud que posso pagar 18£ ao ano e conseguir mais 15.0 GB! Portanto há que retirar para dar espaço a tudo de bom que está para vir.
A M. respondeu-me "não se ama quando não se é correspondido". Respondeu à pergunta e correspondeu à minha resposta criada no meio das limpezas.
Não se ama quando não se é correspondido.
Não se ama.
Gostou-se.
Foram só paixões.
Chegámos à conclusão que para amarmos temos que nos sentir confiantes e seguras com a outra pessoa. Temos de nos entregar a essa pessoa sem ser na defensiva, sem ser com medo e a ponderar cada passo com medo de que corra mal. Temos de ser nós mesmos. E, o mais importante de tudo é que, se é essa pessoa que nos faz sentir assim e se é essa pessoa que nos vai corresponder o dito amor, quão mágico tudo pode vir a ser.
Há realmente muito por vir e muito por se viver.
É bom pelo menos poder acreditar nisso e pedir por isso. É sinal que se está livre de gavetas desarrumadas e esquecidas. E, agora entendo quando nos dizem que um dia vamos agradecer o facto de nunca nos terem desejado ter.


Ps - nunca amámos ninguém.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Magic

Quando a única certeza que se conhece ou o que se toma como certo é que não nos querem, que não gostam de nós, que não se querem preocupar connosco, que não nos querem nas suas vidas, tudo é tido como um fracasso, uma perda, uma insegurança.
Converter toda essa experiência em algo positivo e bom, exige de nós enquanto pessoa, exige de mim enquanto eu, a Maria.
A Maria que sempre deixou de estar onde queria em prol dos outros. A Maria que sempre viveu em função de fazer os outros felizes. A Maria que sempre se desdobrou para lá estar, lá estar inteira. Sem nada em troca. A Maria que sempre deu.
E, de repente. Alterar isso é estranho. Colocar-me a mim em primeiro lugar é estranho. Fazer o que tenho vontade sem pensar. Sem planos. 
E, de repente. Alguém me deu a mim. E, de repente fui eu que recebi. 
E, dar e receber em simultâneo é o que faz sentido.
        

terça-feira, 29 de abril de 2014

Step Back sem ouvir o coração


Que o medo não deixa mover eu já sei. Mas cá me parece que sou descendente de uma família de caranguejos ou de tartarugas. Ou ando devagar demais ou ando para trás.
Se há uma coisa que não gosto é do passado. Não gosto dele e depois sou a saudosista mais irrequieta que conheço.
Se há uma coisa que gosto é do futuro e depois sou a sonhadora mais apressada que conheço.
Teimo em não acreditar. Teimo em não colocar os pés no chão e acreditar que até podia ser suficiente para alguém.

Hoje disseram me que não posso ter tudo na vida. Pode ser. Mas não quero ouvir o coração dos outros. Preciso de escutar. De escutar o meu. De escutar esta coisa que me bombeia de uma forma para lá de atrapalhada e atrofiada. 
E que venha a magia quando eu não puder falar.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Gabriel García Marquez

É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver."

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A falar a sério


Não me assusta se me magoam ou não. Se me vão magoar de novo ou não.

Assusta-me apenas não saber quando vai acontecer e com que intensidade ou gravidade.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Resumos

                          



I don't suffer from atelophobia. 
I was never good enough.
So I never feared it.
You only fear if you are afraid of something.

I do Not beg anyone's love or attention.
Never did.
Never will.






sábado, 18 de janeiro de 2014

Largar.

Tenho o teu abraço cheio
Com a solidão no meio
Que não me deixa abraçar
Tenho o teu olhar presente
E o desenhar do movimento do teu corpo a chegar
Tenho o teu riso sentado
Mistério do teu lado que preciso desprender
Tenho o corpo a correr
Tenho a noite a trespassar
Tenho medo de te ver
É perigoso este perfume
E a memoria do teu nome
É do fogo que nos une
Tenho espaço indeciso
Dá-me mais porque preciso
Mais um sopro do que tens
Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir
Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração
Mesmo longe caiem rosas
Como pedras preciosas
Que confundem a razão
Mistério do teu lado
Entre o certo e o errado
Bem e o mal em discussão
Volta a teu o abraço cheio com o coração no meio
Volto eu a disparar
Não percebo o que queres
Diz-me tu o que preferes
Ir embora ou ficar
Este espaço intermédio
Entre a paz e o assédio não nos deixa evoluir
Não é dor nem fogo posto
É amar sem ser suposto
É difícil resistir
Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir
Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração
Meu amor esta vontade
Meu amor se é verdade
Meu amor se queres saber
Abre espaço no que é teu
Vou-te dar o que é meu
Deixa andar
Deixa ser
Faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração x3
Tiago Bettencourt

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ágentxi é dura ná queda não é meismo?




Um descarregar ou descarrilar.
Ó vida podes enviar-me por correio azul um livro de instruções? Talvez um guia de utilizador? 
URGENT
Fiz google, não encontrei.
Fofa.
Quando nos dizem isso pela quarta vez, há que considerar porque o mais certo é ser verdade e só nós/eu/je/me/euzinha é que não recebi o carimbo.

Blues pré 30!
Dias do Silva. Aquele do relógio.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O post do Natal ao dia 2 de 2014

Não tinha reparado que o post de Natal não foi publicado. O Natal é mesmo quando alguém quer e, de facto, o meu presente chegou de 31 para 1! Que, segundo me disseram, é a noite de passagem do Ano.

Pequenas imperfeições e atrapalhações como de costume Maria Oliveira.