Mostrar mensagens com a etiqueta Lamechices. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lamechices. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O caminho - Em modo Variações.



Eu quero chegar lá aonde não cheguei. 
Eu quero aquele lugar onde não posso estar. 
Quero ver as pessoas que não consigo ver. 
Quero sempre dizer aquilo que acabo por não dizer. 
O querer mais no amanhã, daquele que não o é agora. 
Constantemente a desafiar a lei do caminho que deve ser o caminho. 
Uma maniazinha de furar mais ali na esquina ou de escolher aquele trilho que não era suposto. Aquela irritante teoriazinha do dar tempo ao tempo e tudo virá. 
Aquele insistir em mudar o rumo, quando tomo o lugar do António Variações e passo a estar bem onde não estou.

ahhhhhh vida, vida. Minha queria amiga. Companheira ciumenta do caminho.

Foram tantos e tantos os posts sobre regressar a Portugal. 
Tantos mas tantos. 
E regressei. 
Estou assim meio que a meio. Talvez se tivesse arranjado um lugarzinho ali na costa Francesa a meio caminho - Bordeaux ou Nantes... assim meio a meio, tivesse sido mais fácil!. 

Estou cá e lá que é para não sentir nem muito o regresso nem pouco a despedida.
E a vida tem sido tão vertiginosa que os meses estão a passar e ainda há tanto por alinhar. Mas é tão bom recuperar o ninho aos poucos. Recuperar aqueles almoços de domingo, o mar em frente, reconhecer os amigos que esperaram por mim e ainda me querem do lado. Mesmo aqueles que ainda não consegui ver e os novos que já fiz.
6 meses já contam novas estórias que já fazem história. E lá vem o Variações desalinhar os meus chakras.
E agora acrescento: LOL.
mean it!
Laughing Out Loud.

É que agora sei, que o que doeu ao longo dos anos foram apenas escolhas. Porque agora sei que escolhas trazem sempre um trade-off agridoce que nos fazem querer estar onde não estamos. Não existem lugares perfeitos, empregos perfeitos, pessoas perfeitas. E se não somos perfeitos,  como poderiamos exigir perfeição em tudo o resto?

E finjo ter paciência para a incerteza, para os medos que assaltam em vésperas de novas mudanças.
O meu avô Jo diz que isto é viver intensamente. Que assim seja. 

Porque fazer este caminho, tomando-o como garantido, é errado. A vida dá e tira num piscar de olhos. Há quem diga que a liberdade e a sabedoria são o melhor que se leva daqui. Que se leva não sei, porque a vida vai parar um dia, e eu não sei para onde vou, nem o que vou levar comigo. E se for para o céu como gosto de pensar, então vou lá ter tudo o que precisar e ver toda a gente que quero ver.

Mas, se for mesmo isso que se leva daqui, então que sejamos livres no ser, no estar, e que possamos guardar sabedoria suficiente para amar e querer. Que a vida é breve, e ciumenta.


ps - Escolhi esta fotografia tirada em Fátima porque primeiro, a adoro. Adoro a calmaria das nossas expressões. O descanso do lugar e da pasmaceira garantida que lá se viveu. Mas, também porque o ano 2018 é marcado por uma distância de 20 anos desde que a a minha Mãe morreu. E foram 20 anos que agora, a cada mês que passa, tento torná-los mais doces. A idade traz-nos alguma inquietude e um querer viver mais, mas também melhor. A mágoa e a dor ocupam-nos sempre demasiado espaço. 

quarta-feira, 16 de março de 2016

The choice





Depois de mais um filme de Sparks no cinema, mais pensamentos ocorrem. Mais se desorganizam.
Ando aqui há dias aflita a tentar colocar ordem nisto.
A verdade é que nunca ninguém me olhou assim. Ou então eu nunca vi ou senti alguém olhar.
Tenho a minha resposta.
E encaixa em todos os atos falhados. Em todos os erros do percurso.
Realmente só nós mesmas é que nos deixamos enganar pelo caminho. Acho um máximo e, alivia imenso esta concretização.
Isto parece uma conversa tola mas a verdade é que chegar a esta constatação é fácil mas, entendê-la ou melhor, aceita-la... leva meses, anos! Porque vamos errando por aí fora. E, porque não somos todos iguais. E sim, há mulheres que não precisam de estar constantemente com um homem ao lado.

Acho que vou falar na primeira pessoa. Não sei se isto se aplica por aí. Há muitas relações que admiro, estimo e felicito.
Aquele olhar entre eles.
Já outros... também não sei a quem se enganam e porquê.
Por estes últimos, agradeço imenso esta minha independência.

Eu quero ser olhada. Um dia.
Admirada. Um dia.
E vou esperar. E vou deixar para mais tarde.
 Porque, por agora já me cansei das incertezas e dos medos dos outros.
Se aparecer que seja para ser, sem os "e se..", "acho que nos precipitamos", sem os "talvez" que são nãos bem claros, mas que só são descodificados quando já nos colocaram uns patins em linha.

Se não aparecer, numa boa. 
Efectivamente não pode acontecer a toda a gente.

Mas uma coisa é certa, se não querem, não insistam. O que decidirem, decidam com o coração.



terça-feira, 1 de março de 2016

As saudades que eu já tinha desta lamechice minha.


É mais ou menos assim. 
No dia seguinte a mesma rotina. 
Parece que este blog já não me auxilia no exorcismo desta nostalgia pegajosa. 
Não sei se existe a palavra no plural. 
Nostalgias. 
Também já não sei escrever português. No outro dia ouvi num programa de português que para nos referirmos ao pelo do cão, já não necessitava de acento circunflexo. Fiquei em choque. E sim, leu bem, pelo do cão. Nem sei o que dizer. 
Portanto, posso dizer Nostalgias. 
Plural. 
São várias. E regressam inesperadamente a cada fim ou começo de um ciclo. No meio dele e durante o mesmo lá me aguento. Mas ao início estou perdida e no fim... em pedaços.
Este ciclo tem sido longo. 
E este blog reflete isso. Uma ausência estupenda! Em 2011 escrevia em média um post por dia. Hoje, se escrever 1 no ano...
Às vezes a nossa concha é a melhor conselheira. Aprendemos a pedir-nos desculpas a nós mesmas. A cuidarmo-nos com mais carinho mas acima de tudo, com mais respeito.
Deve ser da idade. Exploro menos o meu livro aberto e trato melhor da minha introspecção. Introspecção com c ou sem c?

domingo, 6 de setembro de 2015

É já amanhã: 7 de Setembro de 2015


Existem algumas datas ao longo do ano que nunca esqueço e que me trazem a família ao redor. Por razões mais tristes e outras bem alegres! Aniversários, Natal, Dias de Falecimentos e partidas que nos marcaram, Páscoa, Festas por que sim, Inaugurações, Batizados, Casamentos, Momentos porque a vida é para se celebrar.
Mas o dia 7 de Setembro, é, provavelmente, a segunda data do ano que me fascina. Fascina pelo tradicional, pelo convívio, pelo cheiro do povo, pelos sorrisos do chegar, pela gratidão de mais um festejo, pela conquista de se estar vivo e presente naquele dia, pelos emigrantes, pelos reencontros, pelos que já partiram e são lembrados, pelos que nasceram e nos alegram por possivelmente continuarem esta tradição.
O dia 7 de Setembro. Dia do Senhor Jesus. Dia do meu Seixal. Do meu cantinho com vista para o mar. Da minha aldeia que me criou e largou no Mundo. 
Existem anos que por motivos de força maior, sejam elas quais sejam, a nossa presença só lá pode estar em espírito, em pensamento, mas com todo o amor por aquela gente. Dos mais ricos aos mais pobres. Dos mais alegres aos mais tristes. Dos mais velhos aos mais novos. Dos mais doentes aos mais saudáveis. Dos que cultivam mais arrelias aos que espalham o amor só porque sim. Estamos lá todos com um mesmo objectivo: manter a tradição de uma romaria familiar cheia de foguetes, procissões, voltas, comidinha e abraços. E, de joelhos, em frente ao Senhor Jesus agradecemos o ano que passou e pedimos novamente a benção e a protecção de outro que começa. Que assim seja para todos mais uma vez. 


domingo, 3 de maio de 2015

Mamãs



Não será preciso dizer que as lágrimas saltaram durante 2 minutos e 8 segundos e de uma forma meiga e ternurenta.

Mas não deixo de imaginar se ainda a reconheceria de olhos fechados.
Se o toque da pele seria o mesmo.
Se as bochechinhas seriam macias.
Se o cabelo seria curto e se os brincos ainda seriam as argolas de ouro.
Se o som do beijinho seria igual e se o tom do riso ainda seria contagiante. É isso.

A quem ainda pode ver sem estar de olhos vendados: Um excelente dia da Mãe!
A todas as Mães: Parabéns.
A todas as mulheres da minha vida que de alguma forma diminuíram a ausência: Obrigada!

A ti P., Muito Muito Obrigada, Feliz dia da Mãe

domingo, 22 de março de 2015

A vida que não tem uma vida. Mas poderia ter.


Se a vida tivesse uma vida, se fosse uma pessoa e se desse entrada num serviço de urgências, estava um turno virado do avesso.
Se a vida fosse uma pessoa, seria uma pessoa com uma perturbação da personalidade Grau I: tem dias que é uma querida, dada, uma alegria só. Tem outros que parece que acordou ao contrário. Que nada faz para bater certo.
Se a vida fosse uma pessoa, seria uma pessoa com uma perturbação da personalidade Grau I com risco de Alzeimer e Parkinson associado: tem alturas que treme e nos deixa a ver saltar cada pedrinha da calçada. Parece que o chão nos falha e a memória de tudo o que foi nos abandona sem perdão.
Se a vida fosse uma pessoa, seria uma pessoa com uma perturbação da personalidade Grau I com risco de Alzeimer e Parkinson associado e, Diabetes tipo II: porque a vida pode ser tão doce, tão gostosa, tão deliciosa.
Se a vida fosse uma pessoa, seria uma pessoa com uma perturbação da personalidade Grau I com risco de Alzeimer e Parkinson associado, Diabetes tipo II e, deficiência pulmonar aguda com insuficiência cardíaca: ahhhhh sim!! e se ela não nos cortasse tantas vezes o fôlego e nos deixasse com o coração nas mãos, não seria ela.
No fim de contas, a vida não tem uma vida e não é uma pessoa. 
É uma visita. 
É uma voluntária. 
É uma enfermeira. 
É uma médica. 
A vida não veio para ficar, é uma passagem. Uma passagem que não cobra a ajuda ou o cuidar. 
Somos nós o corpo e a vida. O ser e o fazer. O seguir e insistir. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O mistério


Quando escolhi ser enfermeira, eu sabia que haveriam momentos duros. Muitas vezes não só a nível físico mas muito em parte, a nível emocional.
E de emoções meus amigos... estou eu cheia!
Tem dias que pareço um passador de lágrimas desnorteado. Brotam por todo o lado em descontrolo absoluto.
Ontem foi mais um dia.
Todos os meses são centenas de casais a entrar pela clínica em busca do milagre da vida: o bebé.
Mas nenhum deles sequer imagina que depois de conseguir o dito milagre, os riscos a que este está exposto são iguais a qualquer outro ser que foi criado naturalmente, muitas vezes até sem ser planeado ou desejado.
Que lições teremos nós de aprender?
Porque existem pessoas que parecem sofrer tão mais que qualquer outra?
Tem dias que me apetecia pedir a Deus para que dividisse melhor esta dor. Sempre ouvi dizer que quando partilhada, dói menos.

Como se encara o amanhecer quando, depois de "minhentos" tratamentos e uma gravidez terminada às 25 semanas por malformação, se encara agora um pequeno milagre com 13 semanas e uma leucemia rara?

E mais não digo porque me falham as forças na escrita. Porque me assalta uma raiva desmedida. Porque me assombram pensamentos negros e dolorosos. Porque de injustiça está este mundo e o outro cheio.

E não consigo de deixar de ser egoísta no pensamento. E, de trazer toda esta experiência do outro para a minha própria vida...porque eu ainda me lamento por tanta coisa que me fez sofrer. Quando a minha vida ainda nem a meio vai! (assim espero).

Que mais irá chegar e quando...

... o mistério da vida.

domingo, 14 de dezembro de 2014

domingo, 30 de março de 2014

Demasiado aborrecido: já chega.

O inverno já se foi.
As minhoquices, lamechices, tristezites, parvoíces e todos os outros ices, ites, ices também vão ter de ir.
Este blog está muito aborrecido e eu também.

Vou dançar mais.
Vou correr ainda mais.
Vou extravasar mais.
Vou libertar mais.

Tudo para mais.

A única coisa com direito a menos são as calorias. Descobri que sou alérgica.

Vamos animar!

                      

sábado, 29 de março de 2014

Strange people for 1 hour


Estava eu parada na estação de autocarro. Aproximou-se este homem estranho e a feder a álcool. Começou a falar comigo com um sotaque irlandês. Não lhe quis prestar muita atenção e fingi que não percebia inglês. Começou a desatinar comigo e a minha adrenalina aumentou. Um medo apoderou se de tal maneira que se eu falasse acho que o coração me saltava da boca. Londres sempre me pareceu demasiado segura. Vivo numa zona demasiado segura. Porque raio este homem me quer fazer mal, pensava eu. Comecei a panicar de tal maneira que já só senti os gafanhotos que saiam disparados da boca dele a falar na minha cara. E ninguém passava na rua. E é sábado pelo amor de Deus. Cadê o autocarro? Comecei depois a imaginar as páginas dos jornais com uma foto minha. A serio que ando a ler demais os jornais ingleses! Têm tanta desgraça como as primeiras 20 páginas de um Correio da Manhã português! Enfim. O autocarro chegou. Ele continuou a desancar-me horrores. Mas não puxou de nenhuma faca e saíu na paragem seguinte. Em quatro anos apanhei o susto da minha vida londrina, pensava eu, quando uma velhota fofa se senta ao meu lado e começa a falar comigo. Rita. Os filhos estão todos fora. Adora Chelsea como eu. Falámos durante os 20 minutos da viagem. "Por favor fique com o meu número quando quiser beber um chá. Não a culpo por querer voltar para Portugal. Este país já foi bom!"

Muito estranho para uma hora só de um sábado solarengo. Vou visitar a Fi.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Pq o Valentim é o santo que abençoa o amor pelas coisas, pessoas esonhos.



Comida mais comida,


...verão....


...histórias....



...praia e de continuar a cada regresso as aulas de surf..., da roxy....



...amigas...


....corridas.....


...alimentar o sonho de um dia a comprar...



...idas....


...velhos old STAR de cada cor....


....cozinhar...


... The Cure...


...festas de aniversário...


...viajar...



família...






domingo, 19 de janeiro de 2014

Acho que a minha inteligência emocional é muito acima da média.

                    

Porque aos 29 anos continuo uma romântica e chorona sem precedentes. 
Continuo a adorar histórias de princesas e filmes da Disney. 


Pronto já fui ao confessionário.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ágentxi é dura ná queda não é meismo?




Um descarregar ou descarrilar.
Ó vida podes enviar-me por correio azul um livro de instruções? Talvez um guia de utilizador? 
URGENT
Fiz google, não encontrei.
Fofa.
Quando nos dizem isso pela quarta vez, há que considerar porque o mais certo é ser verdade e só nós/eu/je/me/euzinha é que não recebi o carimbo.

Blues pré 30!
Dias do Silva. Aquele do relógio.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O post do Natal ao dia 2 de 2014

Não tinha reparado que o post de Natal não foi publicado. O Natal é mesmo quando alguém quer e, de facto, o meu presente chegou de 31 para 1! Que, segundo me disseram, é a noite de passagem do Ano.

Pequenas imperfeições e atrapalhações como de costume Maria Oliveira.



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Love ?! And other stuff.


                                               
                                      

Isto quando se juntam muitas mulheres a falar de homens vai sempre parar aquela velho clube do diz assim e faz assado.
Cansa-me esta coisa do planeado, do muito pensado, do tudo certinho com segundas intenções ou para provocar mais respostas e atenções. Ó é porque se dizes X ele tem medo, ou porque se dizes Y ele vai fugir a sete pés.....etc. Azar o dele. Mais um que não era para ser. Acho que a maioria das mulheres prefere fingir para ter do que acreditar que NÃO ERA PARA SER. Não aceitam o facto de serem SÓ elas.
Haja paciência minhas senhoras. Sejam verdadeiras.
Causam-me nervos. Porque não dizer o que nos apetece e quando nos apetece e PORQUE nos apetece. Se a outra figura do sexo oposto não gostar. Tenho imensa pena. Procure outra diversão. 
Eu cá a mim, era tudo para ontem. Quando digo, vou muitas das vezes a "correr desenfreada" a tentar retirar o que disse. Mas já disse. Depois quebro-me em pedaços. Machuco o meu coração atrofiado. Azar. Colo e volta a funcionar,
Sempre segui o conselho do professor de História: não existe um SE numa boa e verdadeira história. SE SE SE.... Nada disso! É fazer! É acontecer! É dizer!

Das vezes em que fui 100% eu, também perdi quem tentava conquistar. Mas, tenho melhor memória e sinto-me mais orgulhosa dessas falhas do que quando me disfarcei por dentro. Tudo foi mais doloroso e agridoce. Aprendi a lição. E há quem diga que um dia alguém poderá agradecer o facto de nunca nos terem querido ter. Estou cá para assistir a isso de camarote. 

                            

Por hoje chega de romantismos e parvoíces.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Posso.

Quer queiramos ou não, andamos todos à deriva por uns anos até encontrarmos um beiral onde construir o ninho. Não me venham com conversas de finais felizes. O final nunca saberemos mas o início, esse, todos nós o procuramos sofregamente. E, quem diz que não. Mente.
Ninguém tem prazer algum em estar sozinho/a. Estamos sim, mas por circunstâncias. Estamos sozinhos porque situações passadas nos inibiram de apostar de novo. E, é uma pena quando não investem em nós ou quando não se apercebem que se não insistirem, nós, sozinhas, não teremos essa capacidade e, uma boa mulher ou um bom homem vai ficar por descobrir. Uma potencial relação vai ficar por ser vivida.

"Como é que uma pessoa como tu pode estar sozinha". Posso
E não me ataquem mais com esta afirmação. A sério, há pessoas que não imaginam o poder negativo das palavras que proferem. Que desbobinam sem sequer pedir licença. Acham talvez que não batalhei já vezes sem conta contra mim mesma, sobre a mesma questão.

A resposta é simples. Posso. Mas não sei porquê

No entanto, a próxima pessoa a deixar fugir entre os seus dentes este estapafúrdio, vai ter uma outra resposta. Posso. E, quando souber porquê, defendo uma tese.


                    

    


domingo, 4 de agosto de 2013

O balanço



Engraçado que só me lembro de fazer balanços de vida e de tomadas de decisão no fim de cada ano. Mas, este ano decidi ser diferente. Aliás, este ano, tenho feito por ser diferente, ou melhor, por encarar a vida de forma diferente.
Portanto, e, talvez por uma mudança obrigatória de casa, pensei que talvez devesse fazer um balanço do meio do ano de 2013. E, caramba, como este ano já vai preenchido. Nem me tinha dado conta. Talvez porque fazer balanços no fim do ano, metade fique por contar!
Ora bem, a grande diferença: perdi 12 quilos, exercito todos os dias, deixei os transportes e ano a pé, como mais orgânico, mais verde, mais glúten free, mais sem farináceos brancos, não prescindo de verduras e sei que devemos cometer erros com uns docitos de vez em quando mas, não todos os dias como era rotina.
Estou a aguentar-me sem ir a casa tão frequentemente mas, não vai voltar a acontecer! É demasiado duro e saudoso. No entanto, foi fantástico viajar mais e para lugares diferentes.
A minha mana esteve no outro lado do mundo (Austrália), tornou-nos mais próximas do que nunca. Perdemos a ultima boxer, a Anouk. O pai entrou na política mais assiduamente. 
Gosto do meu trabalho. Gosto desta enfermagem mais independente. Gosto muito da clínica.
Gosto de Londres e encontro-me mais aqui, sabendo que não quero ficar. Respeitando isso e aceitando mais calmamente as minhas decisões. Sabendo essencialmente, esperar pelos meus sonhos.
Mudei de casa. Estou por minha conta apenas. Tenho uma senhoria com um filho muito jeitoso mas os metros quadrados que ocupo são só para mim, com direito a umas wc fantástica e uma kitchenette.
Empacotei e desempacotei novamente 4 anos londrinos. Mudar, aquela palavra que me arrepia e movimenta esta pisciana que tem certas dificuldades em decidir e mudar. Mas, acabo sempre por escolher e seguir. Com esta garra de viver e de me encontrar mais e melhor.
Balanço positivo, devo dizer. 
E, agora que venha o resto do ano. Vamos lá ser felizes.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Passados, costumes e memórias

Que eu sou saudosista, já toda a gente sabe. Bem sei que não é uma qualidade e sim um grande defeito porque me consome por vezes. No entanto, é uma das razões para a minha qualidade de memória, ou melhor, capacidade de memória! Porque se há cérebro bom e capaz de armazenar? Meus amigos, bem sabem que é o meu!
Pois o que gosto de aos Domingos ver a série da RTP " e depois do adeus". Pela época, pelos vestidos, pelos penteados, pela cultura, pela história. Sempre adorei a disciplina de história no que diz respeito aos últimos 100 anos de Portugal e, sem duvida que o devo ao professor B. Toda aquela magia e romance dos séculos de reis e rainhas, descobrimentos e monstros sem duvida que o devo à professora Dona L.
Gosto desta sensação de re visitar o passado e as estórias.
E pronto, era isto. Nada de especial. E depois, o meu adeus.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Imagens soltas, palavras revoltas.

Distante do ecrã, distante das palavras, distante do mundo, distante dos sentidos e dos sentimentos. Como que um começar de ano puro. No entanto vago mas repleto de memórias que como sempre consomem quando nada mais há para as sobrepor.
Provavelmente já muito falado, discutido e batido por aqui. Mas a sensação é sempre a mesma, o pessimismo eleva sempre ao mesmo. Porque nunca fui eu?
Uma auto confiança que acaba sempre derrotada e em níveis instáveis. E que contribuí em muito para o que chamamos....estagnação. Não mexer. Não evoluir. Paralisar. Não desenvolver. não andar para a frente.
Mais fácil não querer. Mais fácil não voltar a colocar-me a jeito. A jeito de me quebrar de novo se não for a escolhida.
Agora fico quieta e se quiserem escolham, façam por acontecer.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Começar um novo capítulo da história da Maria Oliveira.

Faz exactamente agora 12 horas desde que aterrei aqui de novo em vésperas de mudança de ano. Não sei se o facto de ser dia 31 reforçou este vazio mas foi novamente difícil regressar. É sempre mas, tem dias que até as minhas hormonas influenciam!
Foi felizmente mais um Natal cheio de paz, sereno, quentinho e recheado de uma gastronomia sem igual! Mais um ano em que nos sentámos 12 à mesa, o que me conforta sempre muito, pois é sinal de que mais um ano se passou em cada uma das nossas vidas. Haverá para sempre aquele espaço/lugar vazio carregado de memórias mas o tempo não volta e disso eu já tenho certezas.
O tempo em casa, esse é sempre delicioso! Até à pesca fui com a avó! 5 polvos trouxemos as duas para casa. Uma das manhãs mais belas de Dezembro. Uma lua gigante e amarela às 7h em Paimogo. Mas isto de tempo é sempre relativo... Menos de uma semana não dá para nada! Nem para desfazer a mala! E depois existem as teorias, duas, creio eu: a de que quem chega à Terra é que deve ir visitar ou, a de que, porque se está longe de casa 50 semanas por ano, se deve ser visitado por quem nos quer ver. Eu não sei a correcta. Sei que gostaríamos que os dias se multiplicassem, que pudéssemos visitar e estar com todos só mesmo tempo e sobrar-nos tempo para saborearmos o sol na esplanada ou o sofá à lareira! Sei que, desta vez precisei de guindastes para me arrastarem de casa, tal era a saudade do meu quarto, da minha sala, da minha cozinha, dos meus utensílios, do jardim, da varanda onde estendo roupa, da casa das máquinas, de tudinho e mais algum metro quadrado a que pertenço! E, então decorada de efeitos natalícios estava ainda mais bonita e apetecível!
Depois tudo termina. Aquele adeus ao longe quando o carro se afasta, aquele abraço apertado em que pedimos com a maior força do mundo para que nunca termine, aquela lágrima que espreita e tende a cair com vontade própria.
Até o ano termina. E para mim, terminou estatelada no chão! Caí pelas escadas do cemitério ontem de manhã quando me fui despedir de quem já não posso abraçar! Acredito que se tenham rido muito de mim aquelas malandras! Vim com um joelho tatuado!!!!
Então meus leitores queridos, não poderia encerrar mais um ano no blog, sem vos desejar um 2013 sereno e cheio de energia e coragem para ultrapassar as dificuldades. Desejar melhor que 2012 posso estar a ferir susceptibilidades pois todos sabemos que o ano que entrou será deveras complicado! No entanto, desejo muita esperança para um futuro melhor! Até lá vamos escrevendo as nossas vidas, as nossas histórias. Obrigada por irem lendo as minhas. Aquele abraço :)