domingo, 1 de junho de 2014

As conversas com a M. dão sempre nisto. E por acaso já amamos alguém?

                      

                         

                          

Comecei logo a conversa com " Será que nós amámos mesmo?". Isto, porque passei o dia a fazer a lida doméstica aqui deste cérebrozinho irrequieto. A abrir gavetas e a deitar tudo fora. Tudo aquilo que me fez, que me fez mal mas, que me fez de alguma forma. Foi tipo aquela limpeza geral que se faz nas casas quando chega o verão. Tinha a mania de armazenar tudo e mais alguma coisa. Com esta estória de viajar, de ter saído, não armazeno muito porque pretendo voltar e voltar de vez para então puder armazenar mais e bem! Hoje tratei do meu cérebro baseada na mesma teoria. Fora, fora, fora com o que não preciso de carregar cá dentro. Infelizmente não funciona como a Cloud que posso pagar 18£ ao ano e conseguir mais 15.0 GB! Portanto há que retirar para dar espaço a tudo de bom que está para vir.
A M. respondeu-me "não se ama quando não se é correspondido". Respondeu à pergunta e correspondeu à minha resposta criada no meio das limpezas.
Não se ama quando não se é correspondido.
Não se ama.
Gostou-se.
Foram só paixões.
Chegámos à conclusão que para amarmos temos que nos sentir confiantes e seguras com a outra pessoa. Temos de nos entregar a essa pessoa sem ser na defensiva, sem ser com medo e a ponderar cada passo com medo de que corra mal. Temos de ser nós mesmos. E, o mais importante de tudo é que, se é essa pessoa que nos faz sentir assim e se é essa pessoa que nos vai corresponder o dito amor, quão mágico tudo pode vir a ser.
Há realmente muito por vir e muito por se viver.
É bom pelo menos poder acreditar nisso e pedir por isso. É sinal que se está livre de gavetas desarrumadas e esquecidas. E, agora entendo quando nos dizem que um dia vamos agradecer o facto de nunca nos terem desejado ter.


Ps - nunca amámos ninguém.


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